Thursday, June 29, 2006



Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar:
'Como seria se fosse meu?',
e dessa maneira tornamo-nos conscientes da privação.
Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente:
'Como seria se eu o perdesse?'
Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz'
...
não se valorizaria assim mais o que se tem?!

10 comments:

deep said...

Raramente invejo nos outros o que possuem de material; em contrapartida, ambiciono ter a calma de alguns, a determinaçãode outros, a bondade de mais alguns...
Um xi e um bom dia para ti.

xana said...

Deep, viajante amiga,
não terás já tudo isso dentrinho de ti? Eu daqui de fora consigo ver. Quanto mais tu...que és deep!...

s.p. said...

olá...verdade verdadinha...
eu acho que sou um consumista...mas por outro lado tudo o que tenho é e não é meu...por isso costumo dizer...tudo o que tenho é pouco...mas é mais do que preciso...

A Capela said...

Tanta gente infeliz pelo que não tem. Tenho sorte em ter gostos muito meus, coisas que não interessariam a mais ninguém. Até bastante tarde, quase me bastava o 'meu pé de laranja lima' (sim, tive um :( ) e um livro. Há uns 15 dias atrás ainda se me encheram os olhos só de olhar para o local onde estava antes de o cortarem. Isto da varanda de um amigo que fui visitar. Ele disse: Como te compreendo. Achei lindo isso e percebi que bom, é ter um amigo como ele :)

Acho que respondi, Xana. Só falta agradecer-te estas mémoires, (de 15 d) merci ;)
Jinho*

emlino said...

Também partilho uma ligeira atracção materialista... Não tanto em relação ao que não tenho mas, até mais, na sobrevalorização do que possuo. Felizmente, por esta atracção implicar sempre da minha parte um compromisso e não ser a expressão do 'ter' propriamente dito, salva-se essa intenção pelo que posso fazer pelos outros.
Aos poucos vamos aprendendo e, às vezes - como aconteceu comigo há pouco tempo -, reaprendendo que "as melhores coisas da vida não são coisas" e abandonando uma relação mais material com o que nos rodeia para adquirir uma forma de estar na vida ligada aos afectos. E aí, existe uma regra do marketing que diz tudo... custa muito menos manter uma relação, do que a conquistar ou reconquistar. :)

xana said...

s.p.
BOm dia! As tuas palavras fizeram-me lembrar de umas outras, também bonitas, ditas por S. Francisco de Assis... " Eu preciso de poucas coisas e as poucas de que necessito, necessito pouco."


malu,
minha querida companheira de chá..
Que fantástico.. a sério que tiveste mesmo um pé de laranja lima? Ena...e a maneira como o contas faz mesmo recordar a velha história do José Mauro de Vasconcelos...
Mas deixa, sempre tens essa varanda: do lado de lá, o lugar, mesmo que vazio, do teu pé de laranja lima... do lado de cá, o pé do teu amigo! Tudo coisas muito boas! As recordações e os amigos!
Um abraço para ti, por falar em amigos!

emlino,
que bom, estás aí!
É mesmo.. os afectos! Essenciais à vida! Como já alguém disse, "os afectos são essenciais para que possamos apanhar sol por dentro!"
Bom Sábado!

Araj said...

Um dos meus maiores defeitos é valorizar em demasia o que tenho e lutar pouco por algo de novo... poucas coisas me fazem levantar do sofá e dar uma corrida... mas quando me levanto só para quando atinjo o auge…

xana said...

araj, olá!
ás vezes é bom ficar no sofá!
às vezes é bom levantar e correr!
Sentar ou erguer..
tudo isso é VIVER!!

Bom Domingo.

Anonymous said...

Minha querida Xana.
Que pena eu tenho que as tuas palavras não sejam: capa de revista, 1ª página do jornal, noticia da TV.
Talvez assim, as almas adormecidas deste mundo, acordassem.
Leio-te, sempre, com carinho.E que bem me fazem essa palavras !
Beijinhos da Goreti S

xana said...

querida goreti S...
;)
eh eh eh
capa de revista.. ui...
1ª página de jornal.. ui... ui...
mas olha.. ainda acredito que um a um.. vamos todos a tempo, que basta um só coração estar em sintonia com o nosso e depois fazer a parte dele: transmitindo, cantando estas ou quaisquer outras palavras de Amor de forma a que ELE nos una a todos como uma corrente. Mas uma daquelas correntes que não prende. Uma que una mas que liberte! Ou melhor, uma que precisamente porque une, liberta!
De resto, sabes, dizes que estas minhas plavras te fazem bem...
olha, eu acho que não são as minhas palavras. Nah.. nada disso.
Elas podem , quando muito, despertar. fazer lembrar.
Isso! Porque o Bem, o Bem, Goretti, esse está em ti!
Aí dentro.

Eu é que te agradeço as palavras cheias de carinho. Merci!