Thursday, June 08, 2006

dois cães..



Este texto é de um autor desconhecido, que trata das reflexões de um índio:

"Dentro de mim há dois cães.
Um deles é perverso e mau, o outro é bom.
O cão perverso luta com o bom cão todo o tempo."

Quando lhe perguntam qual dos cães vencia a luta, ele reflectiu e respondeu:

_ " É sempre aquele que eu mais alimento."

17 comments:

R2K said...

: )

Catarina said...

Muito boa, essa analogia!

deep said...

Por vezes, sinto que em mim vence o mau... embora eu me esforce por alimentar melhor o bom.
Gostei da história.
Beijinhos

A Capela said...

O bom que há em mim dá-me trabalho: é anoréxico. Foge-me e lá vou eu atrás dele: "Bobi, booooobi!" - A culpa é do cão ;)

Gostei muito,

Malu

P.S. Por aqui nada de problemas com o blogguer e comentários?

A Capela said...

Ahh, estão a ver que fácil que é tornar um cão em bode? (expiatório) ;)

Bjinho*

NUNO BRANCO, SJ said...

Xana: a estrategia para eliminar um defeito é exercer a virtude contrária.
:)

Araj said...

E não é sempre assim... Nós somos sempre aquilo que escolhemos ser...

Sandra said...

É mesmo assim, todos nós somos constituídos pelo bem e pelo mal. É como se de um bolo se tratasse, ao colocarmos fermento e se não o mexermos, este crescerá dependendo de que lado colocámos mais fermento. Também nós se alimentarmos mais o lado bom ou o mau, consoante esse mesmo impulso, ele se realçará mais. A solução passa por condensar, ou seja, fazer com que o nosso lado bom seja sempre notório e o nosso lado menos bom (chamemos-lhe antes assim) não apareça tantas vezes, mesmo que ele insista, não lhe passêmos "cartão". Beijinhos

said...

Veritas est!

Pensar Cristo said...

Xana... posso discordar? Desculpa mas não acredito completamente nesta luta interior entre "bem" e "mal"! Não acredito que o "mal" seja algo que se possa "alimentar" assim. Temos a tendência para ver esta luta maniqueísta de "bem contra o mal" e de "mal vs bem" em tudo! Parece que aquela imagem do anjinho e diabinho da consciência assenta em tudo o que se passa à volta... encaramos o "mal" como substância que se opõe ao "bem"! Quanto a mim, não é assim que é. Pelo menos não é assim sempre! Muitas vezes, quase sempre, o "mal" é a ausência de "bem", a ausência da "práctica de bem". Não é um "mal" substancial que luta contra o "bem", mas sim a falta de atenção que prestamos a um "bem". É no fundo não darmos o melhor de nós para enchermos de "bem" aquilo que fazemos, tanto quanto podemos! Porque este "mal" não é substância, não é susceptivel de ser "alimentado". Só o "bem" é alimentável, porque só o "bem" existe como substância, já dizia Santo Agostinho, com quem concordo. O que achas?
Desculpa discordar. Mesmo assim essa imagem é bonita...
Um beijinho,

AVC

xana said...
This comment has been removed by a blog administrator.
xana said...

Olá, Alex e olá Catarina. Merci pelos sorrisos!


deep,
pois...o grande esforço de uma vida...na demanda pelo Bem... não é?
Beijinhos.


Malu, nova amiga:
eh eh eh... essa imagem está boa... a do bom não querer alimento...e tu a correres atrás dele sempre para lho dar.
Há que continuar a correr.. a correr.. para ele não se escapar!!!
beijinhos, muitos.

notita: não, Malu, penso que não há problemas no blogguer. No teu? tudo bem?

Nuno sj,
olá, tu como estás?
Sim, concordo contigo.
E Persistência.
Um abraço.

araj, muitas vezes com bastantes pedras a contornar pelo caminho...mas sim, também a mim me parece que somos nós que podemos escolher e determinar muita coisa!
Um novo abraço, araj!


Sandra.. e o lado BOM desse bolo sabe sempre tão.. tão... tão... melhor...
Obrigada pela tua "fatia"!
Muitos beijinhos!



Né... olá novo amigo!
Essa tua imagem de apresentação é mesmo sorridente e cheia de vento! De vento de vida! Deixa-me sempre sorridente, também!


AVC, bom amigo:
Claro que comprendo o teu ponto de vista! Claro que sim. sabes, vou dar-te aqui uma das situações em que pensei quando li esta reflexão dos índios:
repara neste caso hipotético: João zanga-se severamente com Manuel. A agressão rapidamente, depois de terminada, evolui para uma profunda e dolorosa raiva. Uma raiva que o impede de dormir, de sentir a mesma paz interior que conhecera até a esse momento. tem duas opções. centrado no Bem, dentro de si mesmo, no Bem que norteia o impulso dos corações, o João perdoa a Manuel e gradualmente deixa que se vá dissipando em si, esse ódio. Aceitando. Perdoando. Amando. Realçando e deixando vir para dentro de si todo o BEM. Em actos e pensamentos! Como se fosse deixar simplesmente entrar uma corrente de ar de BEM, coração adentro...
Ou então não esquece! Não perdoa! Não tenta! Apenas deixa que a raiva vá aumentando, alimentand-a cada vez mais e mais com culpabilizações, com memórias pesadas e duras, com rancores,com portas e janelas fechadas num coração, que vai ficando assim..menos arejado...

Assim interpreto eu o que diz o índio...uma ou outra reacção em nós pode crescer...consoante aquela que alimentarmos mais nos nossos corações..
Alimentarmos, leia-se: activa ou passivamente. por acção ou por omissão. E é aqui que entras tu.
Que me dizes?

Eu envio-te um abraço bem forte. Foi muito bom e útil ler-te.
Obrigada pelo teu modo de olhar.

Miho said...

Ola minha querida.

Adorei este pequeno texto.

Um beijinho com saudades.

A Capela said...

Xana,

Vinha agradecer a tua atenção e simpatia de sempre :) Obrigada(sim, o blogger esteve em manutenção, foi só isso) mas já me prendeste de novo no post pelos comentários e penso que ambos os pontos de vista - teus e do AVC se completam, explicaste bem como esse lado 'mau' pode (ou não)ganhar corpo, representado neste caso engraçado.

Bj*

xana said...

de nada, Malu! Eu é que agradeço a tua presença atenta! Que quando entras.. vem sempre uma boa lufada de ar fresco!
Um grande e forte abraço.

xana said...

olá Elsa...
saudades.. sim.. eu também!
De resto.. tu como estás?
Volta sempre que quiseres.
É bom trocarmos um olá!
Eu estou por cá!

emlino said...

Estamos continuamente rodeados de manifestações do mal e do bem. Por vezes somos mesmo impingidos com o que de pior pode haver e, de vez em quando, alguém se lembra de algumas coisas boas que acontecem como se milagres se tratassem... não que não o sejam... mas não num sentido de raridade.
Este mal ou este bem nascem inocentemente connosco, de uma forma institiva, mas são transformados numa atitude consciente pela educação que recebemos.
Aqueles que bebem das fontes do conhecimento certamente se saciam dele e dele dão testemunho... Aqueles que se alimentam no mal, do mal são bandeira e nele sobrevivem e rexistem. Maior é a responsabilidade dos que procuram alimentar e alimentar-se das fontes do bem pois neles reside a esperança, a confiança a luz.

Para aqueles que não acreditam que se possa alimentar o mal dêem um salto a
http://www.youtube.com/watch?v=nadFX6T9N4s&eurl=
e peço que não façam qualquer tipo de extrapolações, associações, rotulações... etc, ao que virem.